Andei pensando sobre o tempo que levamos para dar um passo avante na vida. Qualquer que seja a ação, desde desentulhar uma gaveta velha, ligar para tia distante ou reconhecer um sentimento.
72 horas, 9 dias, 5 meses, anos?
O que nos faz ir adiante, no sentido de concluirmos que "agora é a hora"?
Pois é...
Também não sei.
Quanto mais percebemos a agilidade com que a vida passa e nos carrega, mais realizamos que não devemos deixar nada para depois. Sim! Sabemos disso. Mas realmente aplicamos essa teoria ao nosso cotidiano?
Confesso que melhorei de alguns anos para cá, apesar de ainda estar longe da forma como objetivei esse progresso. Também não dá para ficar 24/7 pensando em despedidas, partidas, desgraças para enfiar na cuca que "a hora é agora" e sair abraçando a todos, pulando de pára-quedas, dizendo que ama o mundo e fazendo coisas até então impensáveis. Não é assim que funciona.
Recapitulando meus últimos meses de incessantes mudanças me dei conta de que uma dose maior de intensidade, em todos os sentidos, nos deixa mais vivos. Abrace mais forte, grite mais alto, ame com mais calor, xingue mesmo! Pra que guardar tanta coisa e fazer de nosso coração um tipo estranho de disque-entulho, saturando o coitado até sentir na pele as consequências (ou no estômago, para os gastrico-sofredores)?
Que saber?! É isso mesmo. Se me virem surtando por aí, não me interrompam. Não estou possuída, não entrei em crise, não me drogo, nem pretendo. O que eu quero é estar em paz com meus "demônios", estar em dia com minha saúde, enamorada com meu coração.
Prá bem longe de mim sentimentos de angústia, agonia, tristeza e culpa. Estou viva e parece que essa vida é tão incrivelmente avassaladora que nem cabe dentro de mim. Vou atrás dos meus objetivos, correr minha própria maratona em busca das minhas metas, sem deixar a vida ficar me levando na carona. Quem dita o caminho sou eu! O destino pode até interferir na rota, mas tenho a certeza de que onde realmente queremos chegar, pode ser atingido por um atalho, uma estradinha mais longa ou até mesmo a pé, numa corrida com obstáculos. Que seja... desde já estou treinando minha direção defensiva, minha marcha atlética, até a pilotagem de avião. Seja como, quando e por onde for... eu chego lá!
E você?
Juliana Goes
15/08/2007 às 15h13
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